domingo, agosto 19, 2007

A minha cama engole sapatos

Eu sei, pode parecer estranho mas é mesmo assim.

Não há sapato que resista, ténis, sapatos de fato, havaianas, enfim parece que a madeira gera uma força de atracção extra que os come todos...

Ai sua tarada!!!

quinta-feira, maio 31, 2007

“Eu, mesmo”

Quem sou eu?

Quem sou eu que apareço quando ver não me vês e que desapareço quando não vendo me vês?

Quem sou eu?

Que me lamento quando tudo tenho, e que festejo quando sem tudo fiquei?

Quem sou eu?

Que só lembrado quando todos já esqueceram, e que só esquecido quando todos se lembram?

Quem sou eu?

Que te digo: uma, duas, três vezes, trinta e três vezes mil e cem milhões de biliões de vezes, tantas vezes quantas estrelas há “fica aqui”

Quem sou eu?

Se não a outra parte de ti, o lado oculto, o lado atrevido, o lado ousado ou talvez o lado mimado, o lado evitado, o lado equilibrado;

Quem sou eu?

Se não a outra parte de ti, a parte que me ofereceste para que fosse melhor, para que fosse mais feliz, para que fosse presente e não condicional;

Quem sou eu?

Encontra-me sem procurar, prometo que quando não fôr de esperar aí estarei para te fazer lembrar, que o espaço dobro com a esquina do meu olhar, que a ausência compenso com a linha da vida a contar;

Sim, eu mesmo.

domingo, maio 06, 2007

quarta-feira, abril 25, 2007

Dormente

Quão vermelho pode o coração ser?

Quão dado e quão apaixonado, quão livre e quão louco?

Quão orgânico pode o ser ser?

Quão terra e quão quente, quão sangue e quão diferente?


Quão longe posso eu ficar, obrigado a esperar?

E quão triste posso eu estar, obrigado a sonhar?

E quão sério posso me apagar, obrigado a mudar

E quão indiferente possa eu estar, obrigado a esperar


Espero que o segundo, que o segundo passe a minuto,

Mas que nunca passe a hora de ser feliz

Espero que o dia, que o dia passa a mês,

E o mês a estação, a nossa vida a um coração

segunda-feira, abril 02, 2007

A cantar com a Francisca

Apetece-me chorar mas não tenho lágrimas, secaram da última vez que choveu; apetece-me falar, dizer coisas inteligentes e cheias de humor, passar a mão pela tua frieza sarcástica mas não consigo: a língua está presa, a boca não mexe, a epiglote fechada. Apetece-me amar-te, amar-te louca e euforicamente, do ínicio da noite ao raiar da madrugada, mas não hoje, talvez amanhã ou no dia a seguir; apetece-me comunicar, chamar pela mudança moribunda que morre miserável dentro de vós; apetece-me alterar frequências em intervalos de dois tons, apetece-me mas não agora, agora estou invadido por bemois, simples e até duplos; apetece-me correr para a multidão a celebrar a vida, a vida ou o que resta dela, correr desenfreadamente como se não houvesse a seguir como se fosse tombar no fim e não o soubesse porém fico parado, estático, imóvel, em estátua que todos os pombos desta terra tenham a incrivel oportunidade de me corroer com a porcaria que jorram dos céus; apetece-me apetece-mes, aos milhares, até desfalecer, de sono ou de revolta, que revolta? A de Deus contemplando um espectro que não forma luz; apetece-me acabar de forma rude e fria, de forma inesperada e obtusa, e assim o vou fazer.

sábado, março 17, 2007

Adeus Primo

Talvez por minha própria cobardia pensei e repensei se deveria escrever este texto. Fico feliz por ter decidido escrevê-lo, interpreto-o com um sinal de maioridade e de maturidade.

Recebi a notícia pela voz de minha mãe, na quinta-feira, logo pela manhã, 9h estava quase a chegar à Infante Santo.

O meu primo Zézinho – nunca o conheci por outro nome que não este – nascido, criado e vivendo em S. Torcato, Guimarães, tinha falecido, aos 40 anos de idade.

A estupefacção foi grande bem como alguma comoção perfeitamente justificáveis – o meu primo era uma pessoa da qual só conheci o bem, de uma serenidade absoluta.

Não o via há vários anos, seguramente mais de cinco, e felizmente que a minha memória guarda clara as recordações do seu perfil e do seu alçado.

Recordo com nitidez também a sua profissão, ourives.

O meu primo nasceu surdo-mudo, tendo aprendido a esboçar palavras para outros colorirem.

Porém falava bem mais e melhor do que a esmagadora maioria das pessoas porque falava ao coração com a sua bondade intrínseca.

Gostava muito do meu primo Zézinho é aterrador que as pessoas boas se vão embora tão cedo deste mundo tão intransigente.

sexta-feira, março 16, 2007

Silêncio

Fala-me
Fala-me ao coração
Diz-me aquelas coisas que eu gosto de ouvir

Fala-me de ti
Fala-me de mim

Fala-me do intervalo que somos
Do que sonhamos e do que a vida vai fazendo de nós

Fala-me sem pensar
Gosto de ti assim tal como és

Fala-me
Ainda que a tua boca não abra

Por vezes diz-se bem mais em silêncio
Do que em n palavras eruditas

Por favor
Fala-me ao coração

quinta-feira, março 15, 2007

A Ausência

Sinto a ausência de formas muito diferentes.

A ausência de quem se ama mas que se sabe irá regressar quase que faz bem: empurra-nos contra nós próprios perguntando “e o que andas a fazer por ti?” e pergunta tantas vezes...a resposta? Não sei. É tão fácil preocupar-nos tão somente em ajudar quem gostamos, sentirmo-nos recompensados por esse acto magnânimo, impulsionados pelo amor que sentimos.

Quando nos viramos para nós próprios, às vezes sentimos medo, eu sinto medo, porque quero muita coisa, muita coisa não material, muita coisa que dá muito trabalho e que me é difícil frequentemente conseguir.

Se fosse cobarde virava as costas ao que me dá cabo da cabeça e ficava-me apenas pela profissão remunerada condignamente e ao amor que me enriquece todos os dias.

Mas não o sou.

Sou um gajo tramado, e não desisto nem atiro toalhas.

E sou um tipo exigente e perfeccionista, não me contento à primeira.

Conseguentemente vou pegar este touro de 750Kg alimentado a erva da natural, forte como o vento da tempestade e juro a mim mesmo que o vou vergar, vou vergar este animal gigante que tem muitos nomes, muitos nomes que concorrem igualmente para o alcançar da felicidade plena, essa puta que tem tantos campos para preencher que mais parece inalcançavel!

A ausência ajuda-nos a sermos mais fortes, mais completos e a tornar-nos independentes verdadeiramente.

É também essencial para o fortalecimento da ligação que temos, para compreendermos a real dimensão dela.

Eu sinto-a de forma especial, de forma especial porque sei que estás comigo e porque a alma é infinita; porque nós somos parte de um só, Deus.

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

La Paparrucha, 19 de Fevereiro de 2007

- Maria...Maria chega aqui!!!!
- Gostava de te ver era de manhã todo despenteado!
- Manuela...Manuela venha cá...traga-me mais uma caipirinha...
- Mascarenhas isto está bem encaminhado!
- Aquele & comercial das pautas...
- Rita, és muito gira!
- Mais 70 contos?!
- Tiago se quiseres aparecer é só dizer!
- Um striptease de pesadelo...
- Prima tenho que ter alguma coisa sobre o que falar!
- De um peixinho desasossegado para outro...
- A Catarina sabe do que eu gosto!
- Starshiptroop invaders...
- Um polo azul – isto é o que chama jogar pelo seguro lol
Viva as caipirinhas

Corre até à garagem, o Sr. António omite partes importantes do género – a garagem fecha à uma hora...

PUREX

- Tou a ficar maluco com este sítio!
- António és muito giro...
- Ai aquelas duas...e a loura...
- Freddy controle-se!!!!
- I like women…
- Sorry but I like men…but you´re very beautiful!
- Mascarenhas olha a bisnagadela!!!!!

Barriguinhas ao léu!

4 shots de pastel nata e uma imperial que não desce Catarina!!!!!

30 anos.

quarta-feira, janeiro 31, 2007

Citação

"I'm not a musician(...)"

Ella Fitzgerald

terça-feira, janeiro 23, 2007

Nota de Imprensa

Informo que mudei de trabalho!

Melhores condições e, acima de tudo, melhores pessoas estiveram na base desta mudança, mantendo-se a área de intervenção: o imobiliário.

Saudações Mascarelhistas!

terça-feira, janeiro 02, 2007

Sobre o fim-de-ano

O fim de ano foi na Comandante Cousteau – lar doce lar.

Muito músico, muito arquitecto, 1 engenheiro civil e 1 engenheiro civil/músico!

A equipa alinhou da seguinte forma – por ordem de chegada:

Joana Rios, Tiago Mascarenhas e Francesca (sim temos a vantagem de morar lá lol); Francisca Fins – aka “ Um Peixinho Sofre!!!!” – e Kyril Zlotnikov – mais conhecido como o “Borat Bielorusso”; Kika – ai a tarte; Vera – Guimarães olé; Joana Mozer; Ricardo Ferreira e Ana Rita Rosa – “Cachaça, cachaça, cachaça!!!”; Filipe e Filipa Mendonça – “Ibidem”!!!!.

O meu/nosso obrigado a todos, como se diz em Portugal “foi giro”!

Sim porque desenvolver apreciações é uma característica de civilizações bárbaras, frias e calculistas!!!!

É verdade que os convidados poderiam ter sido mais colaborantes na hora de partilhar os vários e variados bolos que restaram; é verdade que o Solar das Francesas de 1974 que os casais Peixe-Touro experimentaram já no dealbar da noite deveria ter sido devidamente apreciado pela “mob” e ter tido a vénia respectiva;

Notas:

É incrível como há tanta gente a responder a desejos de bom natal em russo!

Joaninha: “Ya ta bé KOHAYO!!!!!!!!” – I love you honey bunny.

Parece-me que a posição da mesa – longitudinal ao rio – foi um verdadeiro mais.

Grandes charutadas hein Kyril?

Orlando os 5 euros deram álcool suficiente para a passagem à dimensão superior?

Decisão de ano-novo:

Vou aprender a tocar violoncelo.

Sem arco.

Vou tocar com o….

Com o…

Com o…

o...

Texto n

O regresso é sempre tão difícil; é difícil porque o que se persegue não encontra espaço na fina ditadura do dia-a-dia, ditadura essa na qual o cérebro é chicoteado até ao seu limite.

É uma proporção de 1 para 5: 1 para o sonho, 5 para a sonolência;

Temo pelo meu destino a cada regresso; temo que um dia decida pela felicidade mas já o não possa fazer; que essa penosa decisão pareça, nessa altura, descontextualizada.

Há muitos tipos de amor – variedades que não devem ser confundidas com motivadores para fins profissionais – e se aquele, íntimo da paixão, nos socorre com frequência e se nos reanima quando já nos julgávamos despojados de vida, o que fará na realidade será actuar como uma espécie de máquina de apoio, injectando energia física e quimicamente.

A fria rotina absorve o sonho.

A profissão não amada envelhece a motivação.

Respirar

Segui o rasto convencido de que à procura seguir-se-ia o encontro, de que à busca seguir-se-ia o resgate, descobri porém que de pouco vale correr ou apressar, que de pouco vale pressionar, seja tempo, seja espaço, descobri que necessário é apenas respirar, deixar os poros funcionar, permitir-lhes encherem-nos de fulgor, deixar o ar apaziguar a inata dor.

Criar momento num aguardado futuro recebendo mais do que cada um de nós tem para dar, do genético ou do simétrico, libertar força e ir um pouco mais além.

Onde apenas o olhar pode chegar, onde apenas o olhar pode alcançar, mais do cada um de nós tem para dar, ultrapassar as fronteiras que nos definem, onde apenas o olhar pode chegar, onde apenas o olhar pode alcançar, mais do que cada um de nós tem para dar.

Mais do que cada um de nós tem para dar.

terça-feira, dezembro 12, 2006

Sugestão de Natal

Caso vos apeteça algo de simplesmente maravilhos deixem que vos sugira:

Aaron Goldberg, fantástico pianista que a menina Rios me levou docemente a conhecer, num fantástico Sábado de Novembro.

www.aarongoldberg.com/

Declaração de pré-falência

Estou a pensar em fechar este blog.

Em primeiro lugar, porque já não preciso de uma companhia como precisava, de um confessionário de consulta pública.

Por outro lado, as palavras já não saem redondas como antes…talvez por já não sentir essa necessidade…

Depois porque todas as palavras que eu poderei aqui escrever nunca serão suficientes para alterar um qualquer quadrado coração.

Não depende de mim.

Depende dos “quadrados”.

Quanto à parte do gosto, já passo tantas horas por dia em frente a um vidro não me parece clinicamente aconselhável passar mais.

A ver vamos.

sexta-feira, novembro 03, 2006

Ainda mexe!!!!!!!!!!

Caramba!!!!

Tinha que vir aqui desfiar umas palavrinhas, dizer que ando muito feliz!!!!
Por este andar este blog qualquer dia transformar-se-ia num penedo….

Nem pensar!!!
Nunca!!!!!

Beijinhos e abraços!!!!

quarta-feira, setembro 27, 2006

Portugal: que rumo que democracia?

Portugal consegue ser um país de excelência em diversas áreas de actuação nomeadamente nas tecnologias de informação, na literatura, na música ou por exemplo no desporto, entre outras.

Portugal é no entanto um país muito atrasado a outros níveis designadamente o da liderança ou seja o das chefias ou das hierarquias.

Na verdade cultiva-se uma política feroz de impedir que as pessoas de maior valor possam ter acesso aos lugares de comando. Assim estes são frequentemente desempenhados por pessoas sem capacidade quer técnica quer relacional quer humana.

Estes “líderes” perseguem pessoas com medo de serem facilmente ultrapassados, e apenas descansam quando aquelas se rendem, quando desistem cansadas e frustadas de não progredirem, de se sentirem despejados como um qualquer entulho num depósito de material obsoleto.

Numa visão mais fria e economicista estas chefias trazem menos-valias às empresas pela degradação da imagem corporativa que vão divulgando implicitamente.

Urge portanto alterar este estado de coisas

E como fazê-lo?

Numa sociedade dominada por dois eixos transversais aos vários partidos?

Onde ser livre, onde ser independente é significado de uma luta bélica, sanguinária e dolorosa contra o poder instalado.

Talvez não haja nada a fazer.

Talvez o melhor seja baixar os braços, emigrar, comprar uma metralhadora e transformarmo-nos em mártires de uma causa básica e de fundo: a democracia.

É que não existe democracia em Portugal.

O Poder é circular, no âmbito público e no domínio privado.

As leis que nos servem são em muitos de carácter não livre:

Vejamos:

O Estado não sabe governar a Segurança Social no entanto, no ano 2006, não me é sequer permitido depositar esse mesmo dinheiro numa instituição privada.

E oiço há quase 30 anos que em 25 de Abril de 1974 Portugal se libertou da ditadura.

O que Portugal conseguiu em 1974 foi libertar-se de uma ditadura com rosto para no presente ser uma ditadura sem rosto, cobarde e medíocre feita em nome do enriquecimento pessoal de cada corpo sem alma.

Portugal precisa de uma limpeza, de uma limpeza completa e total caso contrário as melhores pessoas saírão do país, e apenas visitarão Portugal em férias que é quando o país parece mais agradável.

Portugal...que rumo que democracia?

sábado, agosto 05, 2006

Intermission

Férias!

Até dia 18 de Agosto mais precisamente.

Estava precisado, como precisado está o meu sistema de umas horas extras de repouso.

Está calor, muito calor.

See you!

domingo, junho 04, 2006

Maxime, Sexta-feira 2 de Junho de 2006

Mais um concerto enorme da minha cantora favorita, Joana Rios! Por vezes nem me lembro que algumas das letras são da minha autoria...provavelmente já não o serão mesmo! Destaco a nova música “Conjugar” e a música de Edu Lobo cujo nome não me recordo...

Queria agraceder ao António Amaral e à Catarina Yañez terem partilhado comigo a sua noite de sexta-feira bem como à Catarina Neves e ao Martim – Catarina já tinha saudades suas!!!!

Quanto a ti prima Catarina de Mascarenhas, vamos mas é a falar menos, a cantar mais e a marcar esse sempre adiado jantar!!!

Em jeito de conclusão só queria dizer que e - abstraindo-me da parte pessoal – adoro as canções que a Joana escreveu e as versões que canta. Estou mesmo ansioso que saia o CD para que possa ouvir no carro tão magnifícas músicas.

Beijinhos/Abraços,

Masca.